Malásia
Gabriele Manderla, é uma diplomata que viveu muito tempo no Brasil, e também em lugares tão inusitados como o Uzbekistão. De passagem por Porto Alegre visitando amigos, fala para o STB newsletter sobre a Malasia, onde morou os últimos 3 anos e meio como cônsul alemã em Kuala Lumpur.
Localização Privilegiada
Ao contrário do que eu esperava encontrei um pais muito moderno e rico. A impressão que temos da Ásia é pobreza, o que não é encontrado na Malásia - um país rico e desenvolvido. Além disso, é um país que em termos de vegetação e clima lembra o Brasil – tropical com muitas florestas. Gostei muito de viver lá pela localização privilegiada bem no centro do sudeste Asiático. Aproveitei para visitar a Tailândia, Birmânia, Vietnam, Cambodia e Indonésia – todos a poucas horas de vôo de Kuala Lumpur onde eu morava.
Vida de um cidadão ocidental em um país islâmico do sudeste asiático
A vida de um estrangeiro é muita tranqüila e fácil em Kuala Lumpur, pois tem uma infra-estrutura muito boa – grandes shoppings, supermercados, cinemas, restaurantes e teatros. Um grande choque cultural para quem, como eu, vinha do Uzbekistao, na Ásia Central, onde me sentia em outro mundo. Meu marido enfrentou situação ainda mais difícil no Afeganistão onde foi o responsável pela reabertura da embaixada alemã em Kabul – lá as mulheres continuam a usar a "burkha" que cobre o corpo inteiro. Já na Malásia, apesar de ser país islâmico, não me sentia constrangida em caminhar pelas ruas com a cabeça descoberta – mas a tendência de utilização do véu pelos nativos tem aumentado nos últimos anos. O que eu achava estranho era estar em um país islâmico em plena região tropical. Apesar das belíssimas praias não existe o culto ao sol e mar - só nos resorts onde ficam os estrangeiros.
Diversidade étnica
A Malásia é muito interessante pois tem a mistura de 3 etnias fazendo um pais muito diversificado – os Malaios muçulmanos, os chineses budistas e os indianos hindhus. Observei que existe pouca interação entre os diferentes grupos, mas convivem pacificamente.
Viajando pelo país
A Malásia é um país muito agradável de viajar. Acredito que é pouco divulgada, considerando tudo que oferece – hotéis muito bons, estradas de qualidade e segurança. Além disso, tem tanto montanhas, como praias. Além da diversidade cultural, o contraste da modernidade com o maior prédio do mundo de Kuala Lumpur e as florestas de Bornéo onde vivem alguns dos povos mais primitivos do planeta. Recomendo.
Pontos imperdíveis
Na capital KUALA LUMPUR:
- Petrona towers - um dos maiores edifícios do mundo com 480m 88 andares – atravessar a skybridge – ponte no 44º entre as torres – é gratuito mas legal chegar cedo pois número de visitantes limitado
- Pineapple towers – como o nome indica tem a forma de um abacaxi
- Bird Park – um viveiro gigante com aves do mundo todo
- Os templos budistas
- Merdeka square – onde foi proclamada independência da Malásia
- Central market - tipo o nosso mercado central onde se encontra todo o artesanato local
- O aeroporto que parece uma tenda nômade feita alumínio e vidro
No interior do país:
- Genting Islands – Uma mini Las Vegas, paraíso do jogo, há 2 hs de Kuala Lumpur – com passarelas e viadutos cobertos ligando todos os cassinos.
- Ilha Pulao Pangkor – típico clichê ilha paradisíaca com águas claras e quentes, com uma mata tropical ao fundo.
- Ilha Langkawi, que significa águia em Malayo, um arquipélago maravilhoso – além de ser duty free para os ligado em comprinhas.
Dicas:
- O dinheiro é ringit – 1U$ = 3 ringit
- 1 Big Mac -> 6 ringit
- 1 coke -> 3 ringit
- hotelzinho -> 30 ringit por pessoa
A religião oficial da Malásia é o Islamismo. Uma das mesquitas na capital Kuala Lumpur.

A Malásia, apesar de ser um páis tropical no Sudeste Asiático, as garotas MALAIAS observam os modelitos islâmicos.

Templo Budista da comunidade chinesa, que compõe a elite econômica do país.

Petronas Towers em Kuala Lumpur é um dos maiores prédios do mundo.
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